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	<title>Joildo Santos &#187; cultura</title>
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	<description>Sobre os ombros de gigantes</description>
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  <title>Joildo Santos</title>
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		<title>Ed. 14: Jornal Espaço do Povo</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 19:53:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornal]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[linha 17 ouro]]></category>
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		<category><![CDATA[paraisópolis]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><div><object style="width:600px;height:349px" ><param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;documentId=110824195653-21f7396c6e454d9bb82c7d502aba6cc6&amp;docName=espaco_do_povo_14&amp;username=joildo&amp;loadingInfoText=Jornal%20Espa%C3%A7o%20do%20Povo%2014&amp;showFlipBtn=true&amp;backgroundColor=000000&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml" /><param name="allowfullscreen" value="true"/><param name="menu" value="false"/><embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" style="width:600px;height:349px" flashvars="mode=embed&amp;documentId=110824195653-21f7396c6e454d9bb82c7d502aba6cc6&amp;docName=espaco_do_povo_14&amp;username=joildo&amp;loadingInfoText=Jornal%20Espa%C3%A7o%20do%20Povo%2014&amp;showFlipBtn=true&amp;backgroundColor=000000&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml" allowfullscreen="true" menu="false" /></object><div style="width:600px;text-align:left;"><a href="http://issuu.com/joildo/docs/espaco_do_povo_14?mode=embed&amp;backgroundColor=000000&amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fcolor%2Flayout.xml" target="_blank">Open publication</a> - Free <a href="http://issuu.com" target="_blank">publishing</a> - <a href="http://issuu.com/search?q=paraisopolis" target="_blank">More paraisopolis</a></div></div></p>
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		<title>Arte para toda parte</title>
		<link>http://www.joildo.net/artigos/arte-para-toda-parte/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 11:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[BETH CARVALHO, IVALDO BERTAZZO e LULA QUEIROGA
AS ARTES são o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>BETH CARVALHO, IVALDO BERTAZZO e LULA QUEIROGA</p>
<p>AS ARTES são o oxigênio da cultura de um país. No caso do Brasil, refletem a grande diversidade de nosso povo. Refletem as vivências no campo, nas metrópoles, nos periferias, na floresta, na caatinga, no cerrado e no pantanal. São também um de nossos principais produtos de exportação e, com o futebol, o que nos identifica em todo o mundo como um povo original e único.</p>
<p>Um patrimônio dessa qualidade precisa de um incentivo econômico à altura de sua importância. Precisa também estar na ordem do dia do debate público nacional e das definições estratégicas de nosso país. E deve ser visto como um elemento vital para nosso desenvolvimento como nação num mundo em que a produção simbólica e de conteúdo ganha importância econômica. Principalmente em um momento de crise financeira como o que vivemos agora -em que a produção cultural pode ser um dos elementos para alavancar o crescimento do país.</p>
<p>Uma política de Estado para as artes deve levar em conta tudo isso e, mais, garantir a valorização dos nossos artistas consagrados ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades para quem está começando. Nas periferias, nos centros urbanos e também no interior, em todos os cantos do Brasil surgem a cada dia novos talentos. E que, muitas vezes, não têm acesso aos recursos públicos de incentivo à cultura. Para dar oportunidade a todos esses artistas, chegou a hora de atualizar a Lei Rouanet. Precisamos de um instrumento legal que permita novas formas de fomento para a cultura, especialmente para as artes, que permitam uma gama maior de recursos para o setor.</p>
<p>A renúncia fiscal é um mecanismo importante, mas nitidamente insuficiente para dar conta da quantidade e diversidade de demandas culturais de nossos músicos, produtores, artesãos, dançarinos, atores, diretores, artistas circenses e de tantas formas de expressão de nossa diversidade de sermos brasileiros.</p>
<p>Em todo o país, o enorme volume de projetos aprovados no Ministério da Cultura e que não conseguem captar recursos é uma prova viva dessa insuficiência. É necessário, portanto, oferecer novas oportunidades de financiamento para todos os tipos de artista.</p>
<p>A proposta do governo federal para a reformulação da Lei Rouanet está aberta para consulta pública, numa grande e inédita convocação ao debate democrático.</p>
<p>O acesso aos recursos públicos precisa ser qualificado a partir de critérios de avaliação transparentes, específicos para cada setor e região de atividade cultural. Discutir esses critérios à luz do dia, como estão propondo o ministro Juca Ferreira e sua equipe em todas as suas aparições públicas, é um expediente democrático da maior importância para a saúde da República. E nós, artistas, estamos e continuaremos participando disso.</p>
<p>Outro avanço é a criação do Fundo Setorial das Artes, que deve fortalecer o financiamento de projetos de diferentes áreas, como música, dança, artes visuais, teatro e circo.</p>
<p>Assim como vem sendo feito pelo Fundo Setorial do Audiovisual. Mas esperamos que os projetos sejam avaliados por nós próprios, artistas, produtores e especialistas com vivência específica de cada linguagem artística.</p>
<p>Consideramos necessário, também, fortalecer o orçamento público da cultura no Brasil. Oxalá o Congresso Nacional seja sensível a essa necessidade e aprove a proposta de emenda constitucional 150, que exige dos governos federal, estaduais e municipais um mínimo de investimento em cultura.</p>
<p>A cultura sempre fez parte do dia a dia de todo cidadão brasileiro e vem ganhando cada vez mais peso na economia do país. Chegou finalmente a hora de colocá-la no centro do debate político e da discussão sobre qual país queremos construir. E essa conquista é uma missão de todos nós: artistas, público, produtores, trabalhadores da cultura, governo e patrocinadores.</p>
<p>A discussão da nova lei de fomento à cultura é a consagração desse esforço. Esperamos que a sua aprovação pelo Congresso Nacional também o seja. </p>
<p><strong>BETH CARVALHO</strong> , 62, é cantora.<br />
<strong>IVALDO BERTAZZO</strong> , 58, é coreógrafo e diretor.<br />
<strong>LULA QUEIROGA</strong> , 48, é compositor e cantor.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2704200908.htm">FSP 27/04 Tendências</a>
</p></blockquote>
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		<title>O Malandro &#8211; Chico Buarque</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 07:44:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[O Malandro
O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>O Malandro</strong></p>
<p>O malandro/Na dureza<br />
Senta à mesa/Do café<br />
Bebe um gole/De cachaça<br />
Acha graça/E dá no pé</p>
<p>O garçom/No prejuízo<br />
Sem sorriso/Sem freguês<br />
De passagem/Pela caixa<br />
Dá uma baixa/No português</p>
<p>O galego/Acha estranho<br />
Que o seu ganho/Tá um horror<br />
Pega o lápis/Soma os canos<br />
Passa os danos/Pro distribuidor</p>
<p>Mas o frete/Vê que ao todo<br />
Há engodo/Nos papéis<br />
E pra cima/Do alambique<br />
Dá um trambique/De cem mil réis</p>
<p>O usineiro/Nessa luta<br />
Grita(ponte que partiu)<br />
Não é idiota/Trunca a nota<br />
Lesa o Banco/Do Brasil</p>
<p>Nosso banco/Tá cotado<br />
Tá cotado<br />
No mercado/Exterior<br />
Então taxa/A cachaça<br />
A um preço/Assustador</p>
<p>Mas os ianques/Com seus tanques<br />
Têm bem mais o/Que fazer<br />
E proíbem/Os soldados<br />
Aliados/De beber</p>
<p>A cachaça/Tá parada<br />
Rejeitada/No barril<br />
O alambique/Tem chilique<br />
Contra o Banco/Do Brasil</p>
<p>O usineiro/Faz barulho<br />
Com orgulho/De produtor<br />
Mas a sua/Raiva cega<br />
Descarrega/No carregador</p>
<p>Este chega/Pro galego<br />
Nega arrego/Cobra mais<br />
A cachaça/Tá de graça<br />
Mas o frete/Como é que faz?</p>
<p>O galego/Tá apertado<br />
Pro seu lado/Não tá bom<br />
Então deixa/Congelada<br />
A mesada/Do garçom</p>
<p>O garçom vê/Um malandro<br />
Sai gritando/Pega ladrão<br />
E o malandro/Autuado<br />
É julgado e condenado culpado<br />
Pela situação</p></blockquote>
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		<title>III Mostra Cultural de Paraisópolis</title>
		<link>http://www.joildo.net/artigos/iii-mostra-cultural-de-paraisopolis/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Nov 2008 05:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[paraisópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acontece, no próximo dia 08, a III Mostra Cultural de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Mostra Cultural" rel="gb_imageset[]" href="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/mostracultural2006-057.jpg"><img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/mostracultural2006-057.jpg" alt="Mostra Cultural 2006" width="230" height="173" /></a></p>
<p>Acontece, no próximo dia 08, a III Mostra Cultural de Paraisópolis. Promovida pela união das instituições voltadas para a Educação da comunidade, esse ano o evento será realizado nas Escolas Estaduais Etelvina de Góes Marcucci e Maria Zilda Gamba Natel, das 9h às 17h. O evento, que envolve culturalmente toda a comunidade, contará com diversas exposições e apresentações, dando oportunidade aos talentos e potenciais dos alunos locais, além de valorizar as práticas pedagógicas das organizações que atuam com educação em Paraisópolis.</p>
<p>No ano passado, a II mostra aconteceu na EMEF Dom Veremundo Toth e contou com a participação de cerca de 5 mil pessoas. Neste ano os organizadores esperam mais de 7 mil visitantes. Na abertura do evento que ocorrerá às 9h, os alunos do Programa Einstein na Comunidade que fazem parte da oficina de musicalização e compõem o Grupo Bac Virado,  utilizando instrumentos reciclados para percussão farão a abertura com o Hino Nacional Brasileiro estilizado.</p>
<p><a rel="gb_imageset[]" href="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/mostracultural-2007-100.jpg"><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" src="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/mostracultural-2007-100.jpg" alt="Mostra Cultural 2007" width="230" height="173" /></a>Será um encontro aberto e gratuito para estimular os aspectos relativos ao desenvolvimento da didática e aprimorar as habilidades indispensáveis ao ensino aprendizagem das diversas disciplinas.</p>
<p>Paraisópolis é a segunda maior favela de São Paulo e a quinta do Brasil. Com aproximadamente 80 mil habitantes, fica encravada no meio de um dos bairros mais ricos de São Paulo, o Morumbi, contrastando com grandes diferenças sociais que existem nesta cidade. A imensa maioria dos moradores de Paraisópolis não tem acesso a espaços culturais, cinemas, peças de teatro entre outras atividades das quais teriam direito como cidadãos</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Nacional do Livro</title>
		<link>http://www.joildo.net/artigos/dia-nacional-do-livro/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 02:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[machado de assis]]></category>
		<category><![CDATA[meme]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em comemoração ao Dia Nacional do Livro e também o ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="shutterset" href="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/marcferrez_machadodeassis.jpg"><img class="ngg-singlepic ngg-none alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Machado de Assis" src="http://www.joildo.net/wp-content/photos/cultura/marcferrez_machadodeassis.jpg" alt="marcferrez_machadodeassis.jpg" width="241" height="324" /></a><br />
Em comemoração ao Dia Nacional do Livro e também o centenário do maior escritor brasileiro, o negro Machado de Assis indico a leitura de suas obras, que estão disponíveis através do Domínio Público, site mantido pelo governo federal com obras que estão em domínio público, ou seja, podem ser baixados, copiados, impressos e muito mais.</p>
<p>O site do Domínio Público é www.dominiopublico.gov.br as obras de Machado estão melhor organizadas no site do Ministério da Educação</p>
<blockquote><p>O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro” por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.</p>
<p>Seu acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.</p>
<p>A biblioteca foi transferida em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação. Fonte</p></blockquote>
<p>Os meus 3 livros mais importantes</p>
<ul class="info" style="list-style-type:none;">
<li>Código Da Vinci &#8211; Dan Brown</li>
<li>Memórias Póstumas de Brás Cubas &#8211; Machado de Assis PDF</li>
<li>A Arte da Guerra &#8211; Sun Tzu</li>
</ul>
<p>Para passar a frente, os escolhidos são:</p>
<ol>
<li><a href="http://www.alexandresena.jor.br/blog">Alexandre Sena</a> &#8211; <a href="http://alexandresena.jor.br/blog/?p=148">Resposta</a></li>
<li><a href="http://lourenzo.blog.br">Lourenzo Ferreira</a></li>
<li>Mario Rinaldi &#8211; Resposta</li>
<li><a href="http://codigolivre.net">Ricardo Macari</a> &#8211; <a href="http://codigolivre.net/2008/10/29/amenidades-premio-podcast-meme-do-joildo/">Resposta</a></li>
<li><a href="http://sergiovds.blogspot.com/">Sérgio Vieira</a> <a href="http://sergiovds.blogspot.com/2008/10/meme.html">Anti-meme</a></li>
</ol>
<p><span class="alert">Quem possui blog/site publique sua lista e comenta aqui colocando link, quem não possui, sinta-se a vontade para comentar aqui e colocar sua lista de livros mais importantes.</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Divino Maravilhoso</title>
		<link>http://www.joildo.net/video/divino-maravilhoso/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 22:08:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Letra: Caetano Veloso/Gilberto Gil
Atenção ao dobrar uma esquina
Uma alegria, atenção ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><p><a href="http://www.joildo.net/video/divino-maravilhoso/"><em>Clique aqui para assistir o vídeo inserido.</em></a></p><br />
<span id="more-787"></span></p>
<p><strong>Letra:</strong> <em>Caetano Veloso/Gilberto Gil</em></p>
<p>Atenção ao dobrar uma esquina<br />
Uma alegria, atenção menina<br />
Você vem, quantos anos você tem?<br />
Atenção, precisa ter olhos firmes<br />
Pra este sol, para esta escuridão</p>
<p>Atenção<br />
Tudo é perigoso<br />
Tudo é divino maravilhoso<br />
Atenção para o refrão<br />
É preciso estar atento e forte<br />
Não temos tempo de temer a morte</p>
<p>Atenção para a estrofe e pro refrão<br />
Pro palavrão, para a palavra de ordem<br />
Atenção para o samba exaltação</p>
<p>Atenção<br />
Tudo é perigoso<br />
Tudo é divino maravilhoso<br />
Atenção para o refrão<br />
É preciso estar atento e forte<br />
Não temos tempo de temer a morte</p>
<p>Atenção para as janelas no alto<br />
Atenção ao pisar o asfalto, o mangue<br />
Atenção para o sangue sobre o chão</p>
<p>Atenção<br />
Tudo é perigoso<br />
Tudo é divino maravilhoso<br />
Atenção para o refrão</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8216;Gaudí brasileiro&#8217; faz sucesso em favela de SP com casa inacabada</title>
		<link>http://www.joildo.net/noticias/gaudi-brasileiro-faz-sucesso-em-favela-de-sp-com-casa-inacabada/</link>
		<comments>http://www.joildo.net/noticias/gaudi-brasileiro-faz-sucesso-em-favela-de-sp-com-casa-inacabada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2008 14:18:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[paraisópolis]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado no G1
Estevão Silva da Conceição cobra R$ 10 por ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL767815-5605,00-GAUDI+BRASILEIRO+FAZ+SUCESSO+EM+FAVELA+DE+SP+COM+CASA+INACABADA.html">Publicado no G1</a></p>
<blockquote><p><strong><em>Estevão Silva da Conceição cobra R$ 10 por visita à casa, em Paraisópolis. Jardineiro já foi protagonista de documentário e livro.</em></strong></p>
<p>Estevão Silva da Conceição, aos 51 anos, é um artista desassossegado. Há 23 anos, ele constrói seu lar, hoje conhecido como &#8220;Casa de Pedra&#8221;, uma obra única em São Paulo: fica no meio da Favela Paraisópolis, a segunda maior da capital paulista, com cerca de 80 mil moradores. Famoso internacionalmente por sua obra, ele passou a cobrar R$ 10 por uma visita a sua casa.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,GF62735-5605,00.html">Veja fotos da &#8220;Casa de Pedra&#8221;</a></p>
<p>A história sem fim da casa de Estevão já foi contada em documentário, ganhou destaque na imprensa nacional e internacional e foi publicada em livro em 2007. A fama do morador de Paraisópolis ultrapassou os limites da favela e do Brasil depois que passou a ter sua casa comparada com a obra do arquiteto catalão Antoni Gaudí.</p>
<p>O Centro de Estudos Gaudinista ajudou a levá-lo para Barcelona, na Espanha, para conhecer a obra de Gaudí, até então ignorada pelo artista de Paraisópolis. Estevão vê semelhança entre sua casa e uma obra-prima do arquiteto. &#8220;Parece um pouco com o Parque Gwell&#8221;, disse.</p>
<p>Nascido em Santo Estevão, no interior baiano, o &#8220;Gaudí brasileiro&#8221; só estudou até a quarta série. Antes de se tornar jardineiro de um prédio no Itaim Bibi, Zona Sul de São Paulo, trabalhou como auxiliar de pedreiro em obras pelo país. Firmou moradia em Paraisópolis em 1985, quando começou a construir sua &#8220;Casa de Pedra&#8221;. Queria espaço para criar uma roseira, o que acabou desistindo, mas fez o seu jardim suspenso, com uma jabuticabeira e uma figueira.</p>
<p>Na casa, uma estrutura de barras de ferro em forma de arco, cobertas por cimento, delineia um espaço aberto de ornamentos e culmina em um terraço com plantas, visto do interior, a quase sete metros do chão. Subindo lá, é possível ver a extensão de Paraisópolis até o Morumbi. Embutidos nas paredes, pedras, telefones, pratos, bolinhas de gude, e outros objetos adquiridos por Estevão ao longo da vida, formam um mosaico infindável. Quase todo dia, o jardineiro crava uma nova decoração.</p>
<p>Convidado pelo G1 para um tour pela casa onde Estevão mora com a mulher e dois filhos, o arquiteto Thiago Zelante ficou impressionado. Classificou a construção como &#8220;arquitetura orgânica&#8221;.&#8221;É realmente diferente porque ele não teve estudo pra fazer.Simplesmente construiu da maneira que achou que ia ser correto e realmente foi&#8221;, disse o arquiteto ao elogiar a arte &#8220;intuitiva&#8221; de Estevão.</p>
<p>O jardineiro já impressionou também políticos e mulheres da classe alta paulista, que o chamaram para construir painéis em suas casas. Estevão também vende vasos decorativos. Ao contrário de uma visita à Catedral da Sagrada Família de Gaudí, em Barcelona, um tour na também inacabada &#8220;Casa de Pedra&#8221; do &#8220;Gaudí brasileiro&#8221;, no número 38 da Rua Herbert Spencer de Paraisópolis, precisa ser agendado. Basta ligar para (11) 3773-7135 e marcar.
</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Morre Waldick Soriano</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 09:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
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		<title>Isso é fundo de quintal &#8211; Leci Brandão</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 05:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Refrão
O que é isso meu amor
Venha me dizer
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Refrão</strong><br />
O que é isso meu amor<br />
Venha me dizer<br />
Isto é fundo de quintal<br />
É pagode pra valer<br />
O que é isso meu amor<br />
Venha me dizer<br />
Isto é fundo de quintal<br />
É pagode pra valer</p>
<p>E lá vem o sereno trazendo um recado do ubirany<br />
Vem contando pra gente bira presidente vai chegar aqui<br />
Com uma cara de anjo tocando seu banjo o<br />
Arlindinho cruz<br />
E dona ivone lara esta jóia tão rara tão cheia de luz<br />
E lá vem o sombrinha fazendo harmonia com seu<br />
Cavaquinho<br />
Vai versar um partido com um cara chamado zeca pagodinho<br />
Pagodinho</p>
<p><strong>Refrão</strong></p>
<p>No cacique de ramos vai chegar o cleber com seu violão<br />
Tia doca bonita cantando gostoso e batendo na mão<br />
Olha a rapaziada fazendo o rateio comprando a bebida<br />
Deixa pra vicentina esta negra divina fazer a comida<br />
É tantan é repique<br />
É pandeiro e cavaco pra ficar legal<br />
Todo mundo cantando, sambando e cantando no maior astral
</p></blockquote>
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		<title>Dorival eterno</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 22:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="shutterset" href="http://www.joildo.net/wp-content/photos/charges/henrique_dorival.jpg"><img class="ngg-singlepic ngg-none" src="http://www.joildo.net/wp-content/photos/charges/henrique_dorival.jpg" alt="Dorival Caymmi" width="400" height="331" /></a></p>
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		<title>[023] Leci Brandão na Quebrada Cultural em Paraisópolis [1]</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jul 2008 13:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[leci brandão]]></category>
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Local: Rua Herbert Spencer &#8211; Paraisópolis &#8211; São Paulo &#8211; ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a class="shutterset" title="Leci Brandão na Quebrada Cultural em Paraisópolis [1] em 09 de Dezembro de 2007" href="http://www.joildo.net/wp-content/photos/uma-foto-por-dia/023-dsc06108.jpg"><img class="ngg-singlepic ngg-center" title="Leci Brandão na Quebrada Cultural em Paraisópolis [1] em 09 de Dezembro de 2007" src="http://www.joildo.net/wp-content/photos/uma-foto-por-dia/023-dsc06108.jpg" alt="Foto 023" width="480" height="360" /></a></p>
<p><strong>Local:</strong> Rua Herbert Spencer &#8211; Paraisópolis &#8211; São Paulo &#8211; SP<br />
<strong>Data:</strong> 09 de Dezembro de 2007</p>
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		<title>Algumas reflexões sobre os idiotas e a morte da música</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 04:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[hora-do-povo]]></category>

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		<description><![CDATA[
VALÉRIO BEMFICA
A morte da arte tornou-se, no século XX, tema ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span class="pullquote"><!-- O capitalismo, ao avançar sobre a arte e tentar transformá-la em mercadoria, tenta assassiná-la. Como expressão da consciência humana, a arte é libertadora; como produto de um processo fetichizado, a mercadoria é alienante. A “industrialização” proposta pelos oligopólios do entretenimento é, na verdade, a antítese da arte --></span></p>
<p><em><strong>VALÉRIO BEMFICA</strong></em></p>
<p>A morte da arte tornou-se, no século XX, tema de muitos pensadores. Os mais bem intencionados, porém pessimistas, premidos pelo crescimento da indústria cultural, não acreditavam que a humanidade pudesse continuar criando objetos dignos de reflexão estética: eles seriam gradualmente substituídos por produtos industrializados, capazes apenas de expressar sentimentos “prêt-à-porter”, descartáveis, pasteurizados. Anunciavam a morte da arte, mas como lamentação. Nunca fomos adeptos de tais posições, mas reconhecemos que elas expressam uma tensão real. O capitalismo, ao avançar sobre a arte e tentar transformá-la em mercadoria, tenta assassiná-la. Como expressão da consciência humana, a arte é libertadora; como produto de um processo fetichizado, a mercadoria é alienante. A “industrialização” proposta pelos oligopólios do entretenimento é, na verdade, a antítese da arte.</p>
<p>Mas as premissas das quais partimos são diferentes. Ainda que conscientes do poderio deletério das grandes corporações na área da cultura, sempre consideramos que um dia elas serão derrotadas. A não ser que a barbárie destrua a humanidade, o que consideramos pouco provável, a arte continuará existindo, com seus condicionamentos históricos. E a sociedade do futuro, sem classes nem exploração, será uma sociedade de artistas. Mas tampouco consideramos tais pensadores como inimigos: estão equivocados em sua visão catastrofista, mas gostariam que a arte continuasse viva. O conforto de suas cátedras talvez tenha embaçado a visão deles sobre a realidade e dificultado a decisão de trabalhar pela derrocada do sistema imperialista, ao invés de apenas observá-lo com horror.<br />
Mas não foram apenas os filósofos que anunciaram o falecimento da arte. Alguns artistas também o fizeram. Em geral aqueles que estavam dentro do campo da indústria cultural, seja no centro ou em sua periferia. A estes nós chamamos de idiotas. Mas vale uma ressalva: empregamos o termo aqui não no sentido atual, mas no arcaico. Reza a lenda que os antigos gregos, antes das reuniões na ágora onde os grandes temas de interesse coletivo seriam discutidos, cercavam a área da praça com cordas banhadas em betume. A medida visava marcar as túnicas daqueles que fugissem durante as reuniões e trocassem o dever de homens públicos por seus assuntos privados. Os que andassem com as roupas marcadas pelas ruas da antiga Atenas eram chamados de “idiotes”. Ou seja, aqueles que não se importavam em nada com o coletivo, mas apenas consigo mesmos.
</p></blockquote>
<p><span id="more-351"></span></p>
<blockquote><p>
Em geral é assim que se comportam tais “artistas”: anunciam a morte da arte não por alguma convicção ideológica, mas em benefício próprio e da indústria cultural. No campo das artes plásticas é fácil verificar este processo, principalmente entre as vanguardas norte-americanas e européias do século XX, em especial no pós-guerra. Esgrimiam discursos libertários, praguejavam contra as academias e as regras e garantiam que qualquer coisa (de latas de sopa a urinóis) tinha virado arte e, portanto, a arte mesma não existia mais. O que determinava o valor estético de um objeto deixava de ser aquilo que é expresso pela sua forma e conteúdo. Na prática, o valor estético passou a corresponder ao valor de mercado. Sendo assim, o “artista” não precisa mais esforçar-se para produzir algo importante para a humanidade, mas sim algo que agrade ao mercado (e renda um dinheirinho). E, neste sentido, ajudaram o mercado em seu intento de matar a arte, substituindo obras por mercadorias.</p>
<p>Mas não são as artes plásticas a motivação central da nossa reflexão. Elas surgem a partir de algumas matérias publicadas recentemente em um suplemento dito ilustrado de um jornalão paulista, especializado em mostrar o que há de mais podre e carcomido como sendo o último grito da moda. A primeira delas traz notícias da Suécia, onde alguns selos musicais independentes estão supostamente “importunando as grandes gravadoras”. Nada temos contra o país nórdico, que já deu ao mundo Greta Garbo, Anita Ekberg e a família Bergman. Mas, no campo da música, só conseguimos lembrar do breguíssimo conjunto ABBA. O que será que os tais selos fizeram para, agindo em um país menor e menos populoso &#8211; e com muito menos importância musical &#8211; do que a Bahia incomodar tanto as poderosas majors? Segundo o jornal, descobriram que “a indústria da música morreu” e resolveram dar os CD’s de suas bandas como brinde para quem compra uma camiseta ou um ingresso para um show ou uma festa.</p>
<p><strong>MERCADORIA</strong></p>
<p> De imediato lembramos do filósofo iluminista alemão G. E. Lessing. Certa ocasião teve de responder a alguns críticos que não entendiam o porquê de os escultores que fizeram o grupo escultórico do Laocoonte terem retratado o sacerdote nu, e não vestido, como descrevera Virgílio na Eneida. Responde Lessing: “Um tecido, obra de mãos escravas, tem a mesma beleza que um corpo organizado, obra da eterna sabedoria”? Podemos parafraseá-lo e perguntar: um pedaço de tecido com uma estampa qualquer, produzido em série por uma máquina, vale a mesma coisa do que uma obra de arte, obra da mais elevada consciência humana? No entendimento das bandas de garagem suecas, vale mais, pois vendem a camiseta e dão a música de graça! É grande a tentação de afirmar que a música deve ser tão ruim que ninguém se dispõe a pagar por ela. Pode até ser, mas os supostos artistas logo revelam que a sua posição não é muito diferente dos vanguardistas aos quais nos referíamos antes: “precisamos fazer alguma coisa para conseguir dinheiro de algum lugar, para pagar nossos aluguéis.”, afirmam eles. Ou seja, por trinta dinheiros, vale qualquer coisa, seja vender camisetas, seja vender CD’s: são só produtos, mercadorias, que pagam as contas e, eventualmente, rendem “quinze minutos de fama”.</p>
<p><strong>NEGÓCIO </strong></p>
<p>Se o jornalão só falasse da experiência sueca acreditaríamos que era apenas mais uma das inúmeras bobagens vendidas como novidade em suas páginas. Mas eis que, no dia seguinte, no mesmo jornal, surge outra idéia “brilhante”, desta vez de uma gravadora brasileira que se assume como independente: o download patrocinado. O genial mecanismo também prevê música grátis, em troca da exposição a um patrocinador. O que vale é o marketing, a obra de arte, mais uma vez, é brinde. Nem uma palavra sobre os reais motivos que levaram o mercado brasileiro do disco cair da 6ª para a 13ª posição mundial, a encolher 75% em dez anos. Apenas a cômoda conclusão de que não é possível mais ganhar dinheiro vendendo discos e que precisamos vender outra coisa&#8230;</p>
<p>Para os desavisados pode parecer que estes gênios do capitalismo da nova geração, propondo “novos modelos de negócio”, estejam bombardeando a indústria cultural. Mas é justamente o contrário. No mundo ideal dos oligopólios do entretenimento, já dissemos, não há arte, apenas mercadorias. No que depender deles a música, o cinema, a pintura, a escultura, enfim, toda e qualquer obra de arte será transformada em “commoditie”, ou seja, em produto estandartizado com preço definido em bolsa de valores. Nada mais de autores, estilos, originalidade. Apenas bit’s, bites, títulos, conteúdos. Você compra um celular e já ganha 10 MB de música! Assine tal provedor de internet e ganhe 5 “gigas” de filmes. Qualquer bugiganga de camelô tendo como brinde música e imagem&#8230; Longe de combater as majors, estes arremedos de capitalistas agem como a sua vanguarda. Criam o caldo de cultura para o assassínio da arte que os monopólios pretendem cometer. São, neste caso, perfeitos idiotas (no sentido acima): tentam garantir migalhas em detrimento dos interesses mais elevados, não apenas de seus pares, mas de todos os seres humanos.</p>
<p>Mas a humanidade já passou por períodos até mais complicados do que o atual, e a arte sobreviveu. Não seria agora, em um período em que o capitalismo caminha celeremente para a decadência, que ela iria perecer. O fato de a indústria cultural lutar com tanto afinco para acabar com ela é só um sintoma de sua degenerescência, na qual, certamente, arrastará junto os mercadores instalados em sua periferia. O futuro pertence à arte, não à barbárie.
</p></blockquote>
<p> Do <a href="http://www.horadopovo.com.br/2008/junho/2679-27-06-08/P8/pag8a.htm">Jornal Hora do Povo 2679</a></p>
<p><!--adsense--></p>
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		<title>Em qual idioma nossos filhos sonharão?</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 17:14:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Joildo Santos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Valério Bemfica
Imagine-se, leitor, em um destes supermercados pertencentes a ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Valério Bemfica</strong></em></p>
<p><img src="http://www.zedirceu.com.br//images/stories/Juventude/valeriojuv.jpg" alt="" align="left" hspace="10" />Imagine-se, leitor, em um destes supermercados pertencentes a uma rede estrangeira. Em todas as gôndolas, prateleiras e balaios, há apenas cinco marcas de produtos, todas estrangeiras e oriundas de um único país, o mesmo da rede do supermercado. Mandioca made in USA, queijo minas made in USA, rapadura made in USA, entre outros. O leitor fica indignado e procura o gerente: &#8220;Não adianta botar outro produto, o pessoal não compra&#8221;. Insistindo na própria liberdade de escolha, o leitor responde: &#8220;É claro que não compra, não tem na prateleira&#8221;. Com fina ironia, o gerente da multinacional conclui: &#8220;É só procurar, nas prateleiras lá em cima e lá embaixo, nós temos 0,5% de produtos brasileiros!&#8221;</p>
<p>Ao procurar um estabelecimento brasileiro, surpreso, o leitor percebe que somente as mesmas cinco marcas estão expostas. Fubá de Oklahoma e inhame do Kansas. Indaga a outro gerente que responde: &#8220;O pessoal não gosta do produto brasileiro, só das coisas gringas. Mas se o senhor fizer questão, temos uma prateleira, no segundo subsolo, com 6% de produtos nacionais. Fazemos até promoção&#8221;. Injuriado, o leitor corre para o velho e bom armazém de secos e molhados. E qual não será sua surpresa ao descobrir que eles se mudaram para os shoppings e que a maioria foi comprada por uma rede americana! Depois de pagar o estacionamento e de recusar inúmeras ofertas de pipoca em quilo e refrigerante em litro, o leitor vê prateleiras de feijoada enlatada diretamente do Kentucky. O gerente ainda explica: &#8220;Temos o maior respeito pelo produto nacional, mas ninguém quer. Fazemos promoção às segundas-feiras, tudo por R$ 1,00. Temos cerca de 9% de produtos brasileiros&#8221;. Cansado e furioso, o leitor sente que não adianta argumentar e vai para a feira livre. Para a sua tristeza, o que encontra nas barracas são apenas imitações – de origem e qualidade duvidosa – do que encontrou nos grandes atacadistas. Indaga a um feirante, que retruca: &#8220;O pessoal só quer saber de coisa gringa. É o que tem no supermercado.&#8221;<br />
<span id="more-306"></span><br />
Ao substituirmos, nesta pequena fábula, a comida pelos produtos audiovisuais, a rede estrangeira pela da TV a cabo, a rede nacional pela TV aberta, o armazém pelos cinemas e a feira livre pelos camelôs, temos um exemplo da dura realidade da nossa cultura. Totalmente dominada pela indústria estrangeira, a distribuição da arte no Brasil deixou de atender à lei máxima do mercado: a oferta e a procura. Ao dominar o ciclo produção – distribuição – exibição, não mais do que meia dúzia de empresas multinacionais decide o que fará ou não sucesso no Brasil.</p>
<p>Os números citados não são aleatórios. O produto audiovisual brasileiro ocupa 0,5% do mercado de TV por assinatura, 6% do de TV aberta e 9% da programação dos cinemas. Na música cerca de 90% do que toca nas rádios – e do que é vendido nas lojas – provém dos estoques das multinacionais, sejam enlatados puros, sejam imitações de sua estética. Quanto a pertencerem a apenas cinco marcas, tampouco estamos brincando. No audiovisual, mandam: Warner, Buena Vista (Columbia), Fox, UIP e Sony. Na música: Universal, Warner, Sony/BMG e EMI. Se nosso leitor fictício fizesse uma busca na internet, procurando as composições societárias de tais companhias, descobriria que elas se cruzam em diversos pontos. Constataria também ligações entre elas e os supostos distribuidores – Cinemark, Sky, Net etc. Se fosse um pouco além, o leitor verificaria que a própria internet – suposta ilha de liberdade da pós-modernidade – também é dominada, tanto em seus provedores de acesso quanto nos de conteúdo, quase totalmente pelas mesmas empresas, em uma intrincada rede de fundos de investimentos, participações, acordos operacionais.</p>
<p>Vinte anos de ditadura ensinaram-nos a repudiar a censura. Ficamos com medo da ingerência do Estado sobre a criação artística. Lutamos bravamente para que o direito à livre criação e expressão seja mantido. Mas parece que, no afã de defender a liberdade do artista, acabamos por consolidar a liberdade de ação dos oligopólios estrangeiros. Nos anos de neoliberalismo, vimos a Embrafilme fechar as portas, as teles serem privatizadas, as cotas de exibição reduzidas, o financiamento à cultura ser entregue ao mercado e o capital estrangeiro ser autorizado a comprar 30% dos nossos meios de comunicação. Nos próximos dias corremos o risco de o Congresso Nacional autorizar as empresas multinacionais a dominarem 100% de nosso mercado de TV por assinatura.</p>
<p>Quanto ao sonho dos nossos filhos, se o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães &#8211; o nº 2 do Itamaraty &#8211; está correto ao afirmar que são as manifestações culturais as responsáveis por criar e interpretar o imaginário nacional, o que nos possibilita uma consciência enquanto Nação sobre o nosso passado, presente e futuro, o que estamos fazendo ao entregar à indústria cultural estrangeira o nosso imaginário? Nada mais, nada menos do que entregando a ela a nossa história, o nosso dia-a-dia e o nosso porvir. Os menos jovens têm uma alternativa: apegarem-se aos valores, convicções e ideais desenvolvidos antes do domínio absoluto das multis sobre o nosso imaginário. Os mais jovens têm pouca escolha. O seu imaginário está sendo praticamente todo construído de fora. Para ser mais exato, têm 0,5%, 6% ou 9% de liberdade. O american way of life penetra diariamente em suas mentes, cativa seu olhar, vicia seus ouvidos. Espera-se com isso que o pano de fundo de seus sonhos possua 50 estrelas e listras vermelhas e brancas. Em poucas palavras, que sonhem em inglês.</p>
<p>É possível reverter esse processo. Nossa cultura é produto da contribuição de povos do mundo inteiro. Mas a capacidade de absorção sem descaracterização tem limites. A cultura precisa de um tempo próprio – muito diferente do tempo da exploração da indústria cultural – para digerir e recriar. Precisamos de medidas claras e concretas que protejam nosso patrimônio e diversidade culturais, que nos permitam construir uma visão própria sobre nosso passado, viver plenamente nosso presente e construir soberanamente nosso futuro.<br />
<em><br />
Valério Bemfica é presidente do Centro Popular de Cultura.</em></p>
<p>Publicado originalmente no <a href="http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=3255&#038;Itemid=105">Blog do Zé Dirceu</a></p>
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