
PSDB e DEM separados em SP?
ROBERTO FONSECA, roberto.fonseca@grupoestado.com.br
Embora a tática não inclua a candidatura de Gilberto Kassab (DEM), já circula entre aliados do prefeito um possível cenário para 2010 onde PSDB e DEM caminhariam separados ao governo do Estado. Tucanos ficariam com apoio de PTB e PV, por exemplo; democratas, com o PMDB.
Kassabista explica: “Se o PSDB for de Geraldo Alckmin, o DEM não vai querer ajudá-lo pelo atrito à Prefeitura em 2008”, diz, lembrando que, em 1998, Fernando Henrique Cardoso, candidato à reeleição presidencial, teve apoio dos candidatos ao governo e rivais Mário Covas (PSDB) e Paulo Maluf (PP).
Ele aponta “prós” da articulação. “(José) Serra teria dois palanques em São Paulo na corrida ao Planalto; Kassab, que sonha com o governo em 2014, não fortaleceria Alckmin, e ainda criaria “recall” para um nome à eleição de prefeito em 2012, como o (Guilherme) Afif. De quebra, o PSDB não irritaria a ala covista, já que (Orestes) Quércia, desafeto deles, sairia ao Senado com o DEM.
Mas há crucial revés na mirabolante tática: o “racha” pode levar a 2º turno polarizado com o PT – dando palanque para Dilma Rousseff, provável candidata presidencial do PT, em São Paulo em caso de um 2º turno nacional.
Integrante do DEM avalia que o cenário não é impossível. “Mas só se Alckmin for o candidato”, diz, lembrando as críticas do tucano a Kassab em 2008. “Quem bate esquece. Quem apanha, não.”

