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Crise e políticas sociaisPATRUS ANANIAS
As políticas
sociais
protegem o
poder de compra
das pessoas
mais pobres, mantendo
aquecido o mercado internoCRISE VEM do grego “krísis”, que significa, segundo o dicionário “Houaiss”, “ação ou faculdade de distinguir”. A crise financeira gerada no núcleo do capitalismo mundial avança para todos os países, com ameaças danosas para todos os setores da economia e nos impõe a todos a necessidade de fazer escolhas. A crise evidencia a crise de um modelo que precisa ser revisto, e precisamos distinguir e construir as alternativas.
No Brasil, os efeitos dessa crise foram menores em comparação com outros países em desenvolvimento e países mais desenvolvidos.
Isso se deve às boas condições macroeconômicas e às políticas sociais, que, dentre outros fatores, estão dando mais robustez ao nosso mercado interno, o que aumenta nossa capacidade de retomada de crescimento.
Elas protegem o poder de compra das pessoas mais pobres, mantendo aquecido o mercado interno, o que ajuda diretamente as pequenas economias, barrando o ciclo da crise.
Um estudo realizado pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas, publicado recentemente, mostra a crise atingindo principalmente os mais ricos: entre janeiro e abril deste ano, houve uma queda de 8,7% na renda média individual das pessoas das classes A e B nas seis principais regiões metropolitanas em comparação com o mesmo período do ano passado.
Influência da crise global, que atingiu principalmente setores que estão, direta ou indiretamente, ligados ao desempenho do mercado externo.
Por outro lado, no mesmo período, a renda média das pessoas da classe C cresceu 3,9%. A mesma parcela da população que em janeiro deste ano havia perdido para as classes D e E 11% de todo o crescimento que experimentou no governo do presidente Lula. Ou seja, foram muito menos afetados pela crise e estão com elevada capacidade de reação.
Outro estudo, organizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), indica que a pobreza no Brasil segue em queda, apesar da crise internacional.
Em março de 2009, a taxa de pobreza ficou em 30,7% -1,7% menor que a registrada no mesmo mês do ano anterior. Para os técnicos do instituto, o aumento real do valor do salário mínimo e a rede de garantia de renda aos pobres contribuíram decisivamente para que a base da pirâmide social não fosse a mais atingida, como ocorria em outras crises econômicas.
O dinheiro dos mais pobres é gasto aqui mesmo, alimentando o comércio local, gerando oportunidades de negócio e, consequentemente, de trabalho e renda. São recursos que dinamizam as economias locais, promovem o desenvolvimento econômico.
Mas também há algo que ainda não temos como medir com pesquisas, mas que podemos perceber conversando com as pessoas. Em uma publicação feita pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, uma reportagem mostrou a história de uma beneficiária que, com a ajuda do Bolsa Família, está conseguindo manter as filhas em cursos de informática e inglês.
As pessoas usam os benefícios para melhorar de vida, para crescer, para avançar nos seus direitos e oportunidades. Assim, quebra aquele círculo vicioso que faz a pobreza passar de uma geração para a outra.
O papel do Estado e das políticas sociais como elementos de combate à crise está entre as discussões do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, que promoveremos em Brasília entre os dias 5 e 7 deste mês. Com o tema “Políticas Sociais para o Desenvolvimento: Superar a Pobreza e Promover a Inclusão”, debateremos modelos e políticas públicas postas em prática em países da Europa, da África, da América Latina e da Ásia para promover o desenvolvimento social.
A experiência brasileira tem tido uma boa repercussão, em razão das dimensões dos programas e de seus resultados. Temos firmado acordos de cooperação com países latino-americanos, africanos e do Leste europeu, inclusive com apoio de instituições internacionais de fomento, como o Banco Mundial.
Mas temos muito a aprender. Entramos no debate com a perspectiva de promover a troca que enriquece nossa possibilidade de análise e de planejamento.
E é justamente em momentos de crise que reforçamos as condições de aprendizado e superação.
PATRUS ANANIAS DE SOUSA , 57, advogado, é o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Foi prefeito de Belo Horizonte (1993-1996).


Um Comentrio
PATRUS ANANIAS É O CANDIDATO DO PT E DE LULA AO GOVERNO DE MINAS
Nas fotos à esquerda, PATRUS ANANIAS o candidato de LULA e a direita o ex-prefeito de BH FERNANDO PiMENTEL, o candidato do prefeito Wallace
A visita do ministro PATRUS ANANIAS a Belo Horizonte no fim de semana para entregar os diplomas do PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA aos novos beneficiários, evidenciou a preferência do presidente LULA por PATRUS para concorrer pelo PT ao Governo de Minas. Durante o evento, PATRUS ANANIAS era só alegria. Discursou, se emocionou e apresentou as suas aspirações frente ao ministério de desenvolvimento social. A mídia já vinha a muito tempo noticiando a possibilidade do ministro de desenvolvimento social concorrer às eleições para governador em 2010, inclusive o presidente LULA, insatisfeito com o posicionamento isolado de alguns politicos do PT teria “passado um pito” nos pseudos candidatos, ao afirmar que o Partido dos trabalhadores faria alianças para viabilizar uma chapa vencedora. Aqui em Ribeirão das Neves o prefeito Wallace Ventura deu mais um “ tiro no próprio pé” apostando nessa fracassada parceria com Fernando Pimentel que não trouxe sequer um grão de areia para a cidade, já contava como certa a candidatura do ex-prefeito de BH ao governo de Minas. A fim de promovê-lo na região, Ventura convidou Pimentel para proferir palestras sobre crise financeira internacional em Neves. Durante um encontro de Pimentel com politicos locais, Pimentel, a fim de impressionar aos participantes do encontro, efetuou uma ligação telefônica para a Ministra Dilma, onde segundo ele, estaria a pedir verbas para a cidade. Ainda segundo fontes da prefeitura, Dilma Roussef teria prometido “estudar” o pedido de Fernando Pimentel, evidentemente que esse pedido não passará de “promessas de estudo” uma vez que pimentel não têm “cacife” político junto às lideranças do PT, capaz de canalizar verbas para Ribeirão das Neves.
Já que o ex-prefeito Fernando Pimentel, durante suas palestras, tem se apresentando como especialista em crise financeira internacional, bem que o prefeito Wallace Ventura poderia convidá-lo para assumir a secretaria municipal de finanças do município, assim quem sabe ele não conseguiria recompor as verbas da quebrada prefeitura municipal?
E como diria os nossos avós: É um manco querendo se apoiar num aleijado.
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