
O futuro do PT
Por José Dirceu(artigo publicado na revista Voto – edição nº 53/Abril de 2009)
Para uma legenda de 30 anos, o PT pode ser considerado um caso à parte na história recente dos partidos políticos de esquerda socialista e democrática. Fundado no auge das lutas sociais na década de 1970, filho das lutas contra a ditadura, conquistou o apoio da esquerda independente, dos intelectuais e artistas, e de amplos setores da classe média. Nascido sob
a
liderança de
Lula, consolidou-se como
agremiação partidária,
ganhou experiência nas
lutas sociais e sindicais,
aprendeu a disputar eleições, a legislar, a governar e a construir políticas públicas, programas de governo e alianças.Não foi um caminho fácil, mas se consolidou como um partido nacional com amplo apoio popular e formou quadros políticos, parlamentares e administradores. E o mais importante: conheceu o Brasil e seus problemas. Como toda a legenda, enfrenta o drama e a riqueza de ser um partido vivo de militantes, diretórios e núcleos setoriais; de atuar no Parlamento e governar, além de viver a contradição de um partido socialista que tem que governar sem maioria no Parlamento e no País, fazendo alianças e reformas econômicas, sociais e políticas.
Combatido e rejeitado pelo conservadorismo e pela direita, o PT vive sob o fogo cerrado da oposição e de grande parte da mídia, mas é, acima de tudo, um partido que tem como credencial ter governado a nação e reeleito um presidente popular que mudou o Brasil para melhor. No governo, retomou um projeto de desenvolvimento nacional, apoiado no mercado interno e na distribuição de renda, no combate à pobreza e à miséria, na integração sul-americana e na presença soberana do País no mundo.
Sobre o futuro, qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais de 2010 (a tendência é de mais uma vitória), o PT será uma força política institucional decisiva na vida brasileira, governará Estados importantes e, tudo indica, será de novo o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, terá presença forte no Senado, e um número razoável de deputados estaduais, prefeitos e vereadores, sem esquecer sua força na sociedade e liderança nos movimentos sociais e populares.
Independentemente do resultado eleitoral de 2010, o PT terá novos desafios, entre os quais destaco o fortalecimento de sua estrutura de organização, de comunicação, de formação política, de construção de políticas públicas, sua autonomia financeira e sua consolidação como uma organização nacional de massas. Para que isso seja realidade, a legenda precisa superar seu estreitamento de hoje – um partido de tendências – , precisa abrir-se para se transformar numa agremiação de milhões de filiados para evitar se tornar um partido parlamentar ou de governo, exclusivamente, o que está acontecendo, não apenas pela força dos mandatos, mas também pela incapacidade de decisões políticas e formas de organização que permitam seu crescimento.
O PT tem desafios imediatos: enfrentar junto com o presidente Lula a crise econômica, retomar o crescimento, construir uma candidatura de Dilma Rousseff e suas alianças, seu programa, começando pelo resgate da bandeira das reformas política e administrativa. Essas são, acredito, as tarefas do PT e de seu III Congresso em novembro deste ano, com um olhar nas conquistas do passado, mas consciente dos desafios do futuro.



4 Comentários
O primeiro desafio do PT é desligar de vez qualquer contato, referência ou proximidade com criminosos e mensaleiros, leia-se: Dirceu, Palocci e afins.
É petista? se for poderia fazer algo para alcançar isso. Caso não seja faça isso no partido que participa (se participar de algum), NENHUM partido está imune a isso
Caro Joildo,
Esta crítica é construtiva, evidenciando alguma decepção de setores da Classe Média ao PT. Pelo critério da transparência, que pode enriquecer debate, peço a vc que reconsidere e permita aos leitores opinar sobre o mérito. (Ninguém duvida da honestidade deste respeitável Senador).
Pessoalmente, penso que ele poderia falar mais rápido, sintetizar ou concluir o que tem a dizer em menos tempo, e nas horas vagas treinar sua dialética junto ao Patrus Ananias!
DEDICADO AO BOM MOÇO: SENADOR SUPLICY .
Prezado senhor senador Eduardo Suplicy, sou jovem, tenho 22 anos, universitário e gosto de acompanhar a história e trabalho de alguns políticos e de preferência os que
tem a imagem e rótulo de bons moços como por exemplo o senhor .
No entanto em pesquisa, tenho observado que seus POUCOS projetos não tem sido de grande relevância para esta nação e estes POUCOS muito menos aprovados.
Na verdade fiquei surpreso em saber que o rótulo de bom moço, é apenas por sua honestidade e por sua imagem de benevolente , onde não incomoda ninguém, e ninguém o incomoda e assim o senhor vai levando esta vida de senador tranqüilo até se aposentar com este rótulo pouco verdadeiro onde na prática o senhor nada produz n para o bem do Brasil.
Caro senador desculpe, mas preferimos políticos que na prática mostrem resultados de trabalho onde notamos projetos verdadeiros e importantes para o Brasil e seu Povo.
O Senhor fez questão de proteger o terrorista, quero dizer que não o pagamos para esse tipo de defesa.
Se o senhor quer defender os interesses desta nação, o faça, nas divisas do Brasil onde precisa de políticos que se preocupam com o que sai e entra no Brasil como por exemplo droga e armas.
As Terras brasileiras nas divisas entre: Colômbia, Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai, precisam ter maior vigilância por parte do Brasil.
Mostre trabalho senador !!!
Talvez trabalhos assim não desperta interesse ao senhor porque são muitos trabalhosos e não ajudam o senhor a manter o rótulo de bom moço.
Caro senador, o Brasil não tem interesse em políticos que posam de bom moço e na prática nada produz para o Brasil.
Precisamos de políticos que faça justiça ao salário que pagamos!!
Na verdade o senador Suplicy, é o tipo de senador Omisso em projetos e decisões !!
Abraços,
Rafael Maynard
22 anos
Universitário
P.S. Se o senhor tem projetos relevantes que foram aprovados, mostre ao Brasil, e não fique apenas no Blá, Blá !!!
Na verdade o que tenho visto é o senhor usar o palanque para fazer poemas e fazer comparações infantis que nada tem a ver com projetos para o Brasil.
Trabalhe senador e mostre na prática resultados e pare de ficar fazendo poemas !!!
Lobo Jr. e Rafael não censuro ninguém, apenas não tinha visto a fila de moderação ainda. Implementei o critério de moderação de comentários por conta de vândalos virtuais que existem e que estavam se utilizando desse meio para calúnia e difamação, mas quando isso não acontece publico o comentário seja lá qual for o comentário, concorde com ele ou não.
Inclusive publiquei nessa semana 2 posts oriundos da relação com comentaristas do blog, um do Pedro Almeida e outro do Mateus Morais, concordando com o conteúdo completo dos artigos, mas acho importante essa interação.
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