Kassab atrasa entrega de uniformes pela 4ª vez



Prefeitura não fez a distribuição para todos os alunos

DO “AGORA”

Quase três meses depois do início do ano letivo na rede municipal de São Paulo, ainda há alunos que não receberam o uniforme nem o material.
São 44 escolas administradas pela gestão Gilberto Kassab (DEM), de um total de 1.026, onde as crianças ainda nem receberam as roupas de verão -em pleno outono.
Ontem foi o último dia do prazo dado pela Secretaria Municipal da Educação para que a entrega dos uniformes terminasse. É o quarto atraso na entrega das roupas.
A primeira data de distribuição da prefeitura foi 11 de fevereiro, início do ano letivo na rede. Depois, a entrega foi adiada para 2 de março e, posteriormente, para o dia 9 do mesmo mês, quando a distribuição começou pela zona leste.
Naquela região ainda existem colégios que não receberam os kits, como o CEU Vila Formosa. A lentidão na entrega deve atrasar também a entrega das roupas de inverno: um conjunto de tactel, tênis e cinco pares de meia. A secretaria afirma que o prazo para esses uniformes está mantido.

Mais regiões
Além do atraso no CEU Vila Formosa (zona leste), falta uniforme em outras regiões da cidade. Na escola Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista (centro), pais contaram que a escola exige o uso do uniforme, mesmo sabendo que as crianças não os receberam.
“Pedem para vir com o do ano passado, apesar de saberem que as crianças sujam e rasgam. O jeito foi dar uma remendada na calça para ela poder usar, apesar de estar curta”, conta Ronaldo Nascimento, 32, cuja filha, Renata Nascimento, 7 anos, cursa o segundo ano do ensino fundamental.
Selma Correia, 25 anos, reclama que o sobrinho Marcus, 9, tem de ir à escola com a camiseta curta na barriga e esgarçada na gola. “Nem sei como vai ser quando esfriar, a roupa de frio não serve mais.”
A escola Brigadeiro Faria Lima, na Aclimação (zona sul), também não tinha recebido os uniformes. Os materiais começaram a ser entregues na última quinta-feira.
“Quando chega o material, nem temos mais o que fazer com eles”, diz Claudia Maria de Souza Bento, 48 anos, mãe do aluno Lucas Souza, 12. Pai de uma estudante, o caseiro Leonildo Vieira, 62, não reclama mais. “Já me acostumei, todo ano é assim”. (JÉSSIKA TORREZAN)

FSP 09/05/2009

Sobre Joildo Santos

- Editor do Jornal Espaço do Povo


2 Comentários

  • Itárcio
    9 de maio de 2009 | Permalink | Responder

    Joildo, tem uma matéria interessantíssima no blog do André Lux, link http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/05/nao-deixem-de-ver-zeitgeist-1-e-2.html#links
    Abraços!

  • Graciliano Arruda
    12 de maio de 2009 | Permalink | Responder

    (Em declaração espontânea, advertência sonora ao País) Uma bombástica notícia revelação!

    08/05/2009 – 07h14
    Doação eleitoral eleva valor de obras públicas, licitações, contratações e serviços.

    GRACILIANO ROCHA
    da Agência Folha, em Porto Alegre.

    O ministro Tarso Genro (Justiça), pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, disse ontem que empresários brasileiros embutem nos preços das concorrências públicas das quais participam um valor extra que será destinado ao financiamento de campanhas eleitorais.

    Ao defender mudanças no sistema eleitoral, Tarso afirmou que a redução de preços de obras públicas e o barateamento das campanhas eleitorais são efeitos esperados do financiamento público das campanhas –um dos pontos da reforma política que o Congresso Nacional discute.
    Pela legislação em vigor, empresas e pessoas físicas podem fazer doações diretamente a candidatos e partidos.

    “É sabido que determinadas empresas colocam um adicional de preços nas licitações porque depois vão ter que financiar campanhas eleitorais, seja legalmente, seja pelo caixa dois, o que também está sendo demonstrado pelos TREs [tribunais regionais eleitorais]“, disse o ministro, após participar de seminário para debater a reforma política em Porto Alegre.

    Questionado sobre a relação entre a corrupção em licitações e a existência de caixa dois nas campanhas, o ministro afirmou que a prática é combatida pelo governo, através da Polícia Federal, e pelos órgãos de controle, como o TCU (Tribunal de Contas da União). Essas investigações, disse, já se desdobraram “em centenas de processos na Justiça Eleitoral”.

    Durante discurso de 40 minutos na Assembléia Legislativa do RS, Tarso declarou que as doações privadas podem deixar o político suscetível a influência e pressões de quem o bancou. “A relação entre financiado e financiador é absolutamente legal, mas é imoral politicamente.”

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u562292.shtml

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