Tuitar
O inquérito da Polícia Federal que investigou o suposto grampo contra o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, chegou ao fim e concluiu que tal escuta não existiu. Após dez meses de investigação, a suposta gravação, cujo conteúdo foi divulgado como sendo de uma conversa entre Gilmar e o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), não foi localizada.A revista “Veja”, que publicou a transcrição de um diálogo entre as duas autoridades, acusou agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que atuaram na Operação Satiagraha, como responsáveis pela suposta gravação ilegal. No entanto, nunca apresentou o áudio do material publicado.
Na época, a cúpula da Abin foi afastada, inclusive o diretor-geral Paulo Lacerda, que depois foi nomeado adido na embaixada brasileira em Portugal. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também se envolveu no caso ao declarar que havia recebido informações que equipamentos da Agência teriam capacidade de efetuar escutas. Mas uma análise técnica nos equipamentos apontou que eles não tinham essa função.
Segundo os delegados William Morad e Rômulo Barredo, responsáveis pelo inquérito, não haverá indiciamentos, nem do delegado Protógenes Queiroz – que conduziu a Satiagraha – nem de funcionários da Abin, na medida em que não é possível identificar se o suposto crime realmente teria ocorrido.


Um Trackback
Grampo contra Gilmar não existiu, conclui PF http://migre.me/39fB