
Um de meus concorrentes no Best Blogs brasil 2008, o Biscoito Fino e Massa, vem fazendo uma ótima cobertura sobre a ação israelense contra o povo palestino. Ele começou a fazer uma glossário da ocupação, o que se segue é um trecho da definição do termo terrorista, vale a pena a leitura.
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7. Os poderosos há tempos utilizam o rótulo de “terrorismo” para desqualificar as lutas populares. Ao longo da colaboração dos EUA com o regime segregacionista da África do Sul, o Congresso Nacional Africano e seu líder principal, Nelson Mandela, eram caracterizados como “terroristas”. Aliás – mais um tapa na cara que os fatos dão no filistinismo – ainda em 2008, catorze anos inteiros depois do fim do Apartheid, nove anos inteiros depois que Mandela havia concluído sua presidência na África do Sul, os EUA ainda o catalogavam como terrorista, coisa que ninguém menos que Condoleeza Rice definiu como “embaraçosa”.8. Se é certo que há tempos o rótulo de “terrorista” é manipulado pelos poderosos, essa manipulação chegou ao auge depois de 2001, quando Bush e cia., incluindo-se aqui o estado sionista, sem dúvida, transformaram o termo em sinônimo de quem-quer-que-seja-que-eu-defina-agora-como-inimigo-no-mundo-árabe-ou-muçulmano. A definição de “terrorismo” do estado americano, bem razoável e próxima dos dicionários — violência premeditada e politicamente motivada perpetrada contra alvos não combatentes — convenientemente acrescenta a expressão realizada por grupos subnacionais ou agentes clandestinos, de forma que nenhum ato de Israel é listado.
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