
Lá por 1991 ou 1992, escrevemos aqui no HP que o jornal paulistano “Folha de S. Paulo” era o principal diário da imprensa marrom, praticando um “jornalismo de latrina” tipicamente nazista – a difamação como notícia, a invenção como fato e a pornografia como estilo.
Não era um exagero: bastaria o recente episódio em que a “Folha” ocupou uma página inteira com um texto doentio, acusando o presidente da República de tentar estuprar um colega de cela quando era prisioneiro da ditadura, para confirmar essa avaliação de quase vinte anos atrás.
A acusação em si era apenas um delírio persecutório – aqueles que estiveram na prisão com Lula, inclusive a suposta vítima, e aqueles que participaram da conversa aludida no texto da “Folha”, em que Lula teria contado a história, já o demonstraram. Como disse um dos últimos, o cineasta Silvio Tendler, “só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira… Vai ganhar o troféu ‘Loura do ano’”.
Há quem cometa suicídio moral por engolir a podridão que lhe enche a alma. Elementos que se afogam no próprio veneno não são novidade. Mas a “Folha” promoveu essa eructação a principal peça de uma edição, para jogar sobre o presidente Lula uma infâmia, sabendo (se não sabia era porque não queria saber) que era mentira. Não há muita diferença entre isso e a velha revista “Escândalo”, ou para certas edições do “Der Stürmer”, jornal do pornógrafo nazista Julius Streicher.
Não, leitor, não estamos exagerando, como não estávamos há vinte anos. O verniz pseudo-intelectual da “Folha”, fornecido por alguns rufiões acadêmicos que, em suas páginas, dão palpites sobre tudo aquilo de que não entendem, apenas a torna uma publicação mais hipócrita do que as antecessoras. Luiz Carlos Azenha foi ao ponto: “Otávio Frias Filho é um cafajeste. (….) A Folha é um jornal dirigido por um cafajeste. Um cafajeste medroso, que não tem coragem nem de assumir suas posições políticas claramente. Um cafajeste que se apresenta como ‘neutro’, ‘imparcial’ e outras safadezas do gênero”.
Azenha nota como a edição da “Folha” do dia 27 foi montada (aí, sim) em função da infâmia: “O jornal dedicou espaço em três páginas para atacar o filme sobre Lula. Está claro, para quem é do ramo, que a Folha quis enfeitar o pavão em torno do artigo do César Benjamin. (….) se o jornal de fato pretendia investigar o assunto, poderia muito bem ter publicado a denúncia como manchete de primeira página. Mas, se fosse assim, ficaria muito claro o jogo político. E a Folha se exporia. O que fez o jornal? Cercou o texto de César Benjamin de outras reportagens sobre o filme O Filho do Brasil e, como quem não quer nada, deixou a acusação flutuando no meio do texto”.
Chama-se a isso manipular o leitor. Evidentemente, um jornal pode – e deve – utilizar todos os recursos de edição disponíveis para destacar os fatos. Completamente diferente, aliás, oposto, é passar uma mentira, fazendo tudo para que o leitor não perceba, porque o objetivo é trapaceá-lo – impor a mentira sufocando a sua consciência.
No entanto, as coisas estão melhorando, amigo leitor! Nunca a “Folha” pagou (é o verbo apropriado) tão caro e tão rápido por uma fraude. Até o Dines, que alguns acreditavam já estar embalsamado, disse no rádio: “[a Folha] produziu um lixo jornalístico dos mais repugnantes. Se o leitor não sabe o que significa ‘imprensa marrom’, tem agora a oportunidade de confrontar-se com este exemplo – em estado puro – do jornalismo de escândalos e achaques”.
O “Globo” resolveu ignorar o assunto e a “Veja” até publicou uma matéria desmentindo a “Folha”. O Civita e o Kamel perceberam logo a volta do cipó de aroeira.
Paulo Henrique Amorim, que teve saco para ler o último livro do Otavinho (nós até que tentamos, mas…), refere que ele destaca um dos princípios de seu pai: “é imoral perder dinheiro nos negócios”. Nós aqui, como o resto da Humanidade, sempre achamos que o imoral é ganhar dinheiro com certos negócios. Mas, na “Folha”, tudo é de cabeça para baixo. No entanto, até pelos critérios do pai, o Otavinho é um devasso. Desse jeito, vai à falência rápido. Resta saber o que vai ser daqueles incompetentes que puxam o saco dele – os Rossi, Catanhede e outras mediocridades. Mas isso não é problema nosso.
CARLOS LOPES



4 Trackbacks
“Folha”: infâmia, manipulação e falência http://ow.ly/HCni
RT @joildo: “Folha”: infâmia, manipulação e falência http://ow.ly/HCni
“Folha”: infâmia, manipulação e falência http://migre.me/faU4
“Folha”: infâmia, manipulação e falência http://ping.fm/XreG9