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Venda a rodo de remédio para gripe sem eficácia comprovada enche o bolso de Donald Rumsfeld
A estudiosa norte-americana, Lori Price, destaca, em material divulgado no site Citizens for Legitimate Government, que a apreensão internacional provocada pelo vírus da chamada gripe suína poderia dar grandes ganhos ao ex-chefe do Pentágono dos EUA no governo Bush, Donald Rumsfeld. Há vinte anos que ele é diretor do laboratório Gilead Sciences Incorporations. É a empresa que tem sede na Califórnia e que desenvolveu o suposto remédio para o vírus da gripe (influenza), o “Tamiflu”.
O medicamento, sem eficácia comprovada, está sendo recomendado como única solução para um tipo de vírus que já causou a morte de até 150 pessoas no México nos últimos dias e apareceu em países como os Estados Unidos, Canadá, Espanha, e já teve casos detectados na França, Nova Zelândia e Israel.
Depois de produzir o Tamiflu, repassou a licença para a multinacional de fármacos Roche Holding AG, embora regalias de até 22% das vendas anuais continuam sendo exclusivas da “Gilead Science”.
Rumsfeld, como sócio acionista ganhou um milhão de dólares só no ano de 2005, graças ao pânico da gripe aviária, e ao boom do Tamiflu, que também na época foi apontado como o único eficaz contra aquele tipo de doença. Os dados sobre a montanha de dinheiro embolsada por Rumsfeld saíram na revista alemã Der Spiegel, e estão no endereço http://www.spiegel.de/wirtschaft/0,1518,382714,00.html
No domingo passado, a Roche disse que tinha reservas de 3 milhões de pacotes de Tamiflu prontos para ser usados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a metade dos quais se encontram nos Estados Unidos e a outra metade na Suíça.
Sintomaticamente, o CDC (Centro de Controle de Doenças), nos EUA, recomenda que a doença seja tratada com os mesmos medicamentos já usados na eclosão da gripe aviária: o oseltamivir (Tamiflu) e o zanamivir (Relenza), da multinacional Glaxo.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) afirmou, na segunda-feira, dia 27, que a doença não deveria ser chamada de gripe suína. “O vírus não foi isolado em animais até agora. Portanto, não se justifica chamar a doença de ‘influenza’ (gripe) suína”, disse a organização que tem sede em Paris.
A OIE lembrou que outras espécies de gripe humana com origem presumivelmente animal foram denominadas de acordo com a origem geográfica, como a gripe espanhola e a gripe asiática. Seria lógico que essa doença se denominasse gripe da América do Norte.
A organização pede urgência na realização de pesquisas científicas que comprovem se os animais estão suscetíveis ao vírus e também na implementação de medidas de segurança, como a vacinação dos animais.



