
A Folha tratou da greve na USP até sexta como fato policial, isolado e sem motivos estruturais antigos e graves. Problemas de anos enfrentados pelas universidades paulistas foram ignorados pelo jornal.
O material editado girou em torno do conflito de terça-feira. A PM podia ou não entrar no campus? Ela se excedeu ou não no confronto? A reitora vai ou não renunciar?
As reivindicações de funcionários, professores e estudantes não foram debatidas. Elas são justas? É possível atendê-las? Por que são feitas? Sobre isso, o leitor não recebeu informações minimamente satisfatórias.
O único texto que tocou nesses temas foi o artigo de José Arthur Giannotti na quinta-feira. Ele diz que o orçamento das três universidades paulistas está bloqueado pelo pagamento a aposentados e servidores e que 85% do da USP fica na folha salarial.
Apesar de pautada pelo articulista, a reportagem não apurou (pelo menos não publicou) nada a respeito, como já deveria ter feito há muito tempo. Nem tratou das condições das diversas unidades da USP, que uma leitora diz estar dividida entre as dos Jardins e as do Jardim Ângela.
Da coluna de Carlos Eduardo Lins da Silva – Ombusdman da FSP 14/06



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