Brasil pode sair primeiro da recessão



A edição desta semana da revista britânica “The Economist”, que começou a circular ontem, traz uma reportagem otimista sobre o Brasil, após o corte de um ponto percentual da taxa de juros básicos do país, a Selic, na última quarta-feira. A publicação brinca com a frase usada pelo presidente Lula para exaltar conquistas de seu governo — “nunca antes na história deste país” — e diz que, desta vez, Lula tem razão: a taxa caiu a 9,25%, recuando a um dígito, um feito histórico. Para a “Economist”, o país foi um dos últimos a entrar em recessão e pode estar entre os primeiros a sair dela.

A revista lembra que uma série de marcos — como o valor de mercado da Bolsa — voltaram aos níveis anteriores à quebra do Lehman Brothers, em setembro.

E que, apesar do recuo de 0,8% da economia no primeiro trimestre de 2009, muitos analistas apostam que o país voltará a crescer este ano e terá expansão de 3,5% a 4% em 2010. “Se isso acontecer, significará que o país terá escapado com uma breve recessão”, diz a “Economist”.

Citando economistas brasileiros, como o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, a revista atribui a recuperação a políticas monetária e fiscal mais flexíveis adotadas este ano.

Apesar do otimismo, a publicação ressalta que antigos problemas estão voltando. Entre eles, a apreciação do real, que prejudica os exportadores. Neste ponto, enfatiza o dilema do Banco Central, que tem de considerar o câmbio valorizado e a perda da competitividade dos fundos de investimentos na hora de decidir sobre os juros.

O Globo

Matéria da The Economist sobre a recuperação brasileira

Sobre Joildo Santos

- Editor do Jornal Espaço do Povo

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